Por Lícia Costa
Criminosos que praticam ou tentam praticar crimes de exploração sexual infantil têm recorrido a uma linguagem codificada nas redes sociais para dificultar a identificação por plataformas e autoridades. Em vez de usar palavras explícitas, eles costumam empregar abreviações, emojis, números e termos que mudam com frequência, justamente para escapar dos sistemas automáticos de detecção.
O problema preocupa especialistas em segurança digital. De acordo com o National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC), mais de 36 milhões de denúncias de suspeita de exploração sexual infantil online foram encaminhadas por empresas de tecnologia em um único ano. Já a organização Thorn aponta que o aliciamento de crianças e adolescentes pela internet cresceu nos últimos anos, impulsionado pelo aumento do uso de aplicativos de mensagens, jogos online e redes sociais.
Especialistas alertam que os códigos utilizados por esses criminosos não são fixos e mudam constantemente. Por isso, divulgar listas específicas de termos pode acabar sendo pouco útil ou até favorecer a adaptação dos infratores. O mais importante é observar comportamentos suspeitos, como adultos tentando estabelecer contato privado com crianças, pedidos de segredo, envio de presentes virtuais ou tentativas de afastar o menor da supervisão da família.
A orientação é que pais e responsáveis acompanhem a vida digital dos filhos, conversem sobre segurança na internet e denunciem qualquer situação suspeita às plataformas e às autoridades. A informação e o diálogo continuam sendo as principais ferramentas para proteger crianças e adolescentes no ambiente virtual.