A saúde mental dos adolescentes tem chamado cada vez mais a atenção de famílias e escolas. E os números ajudam a dimensionar o problema: segundo a Organização Mundial da Saúde, um em cada sete jovens entre 10 e 19 anos apresenta algum transtorno mental. Ansiedade, depressão e problemas comportamentais estão entre os quadros mais frequentes.
No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, a PeNSE 2024, do IBGE, também aponta um cenário preocupante, especialmente entre meninas. A pesquisa acompanha fatores de risco e proteção relacionados à saúde dos adolescentes brasileiros.
Especialistas alertam que o sofrimento nem sempre aparece de forma evidente. Mudanças persistentes de comportamento, isolamento, queda repentina no rendimento escolar, alterações no sono e no apetite, irritabilidade, perda de interesse por atividades que antes davam prazer e dificuldade de concentração podem indicar que algo não vai bem.
Outro ponto de atenção é o ambiente digital. Dados da OMS na Europa mostram que o uso problemático das redes sociais entre adolescentes aumentou de 7% em 2018 para 11% em 2022.
Por isso, família e escola têm papel fundamental na identificação precoce. Mais do que cobrar desempenho, é importante criar espaços seguros para conversar, ouvir sem julgamentos e procurar ajuda profissional quando os sinais persistirem.
A OMS destaca que muitos transtornos mentais começam ainda na adolescência e que a identificação e o cuidado precoces podem melhorar os resultados ao longo da vida.