Por Lícia Costa
Sentir-se sozinho tem se tornado uma realidade para um número crescente de pessoas. Uma pesquisa global da empresa Ipsos revelou que cerca de um em cada quatro brasileiros afirma sentir solidão com frequência, um índice semelhante ao observado em diversos países.
O tema também preocupa a comunidade científica. A Organização Mundial da Saúde reconhece a solidão e o isolamento social como fatores de risco para a saúde física e mental. Estudos indicam que a falta de conexões sociais pode aumentar as chances de desenvolver ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares e até comprometimento cognitivo ao longo dos anos.
Especialistas explicam que estar sozinho não é necessariamente um problema. A preocupação surge quando a pessoa se sente desconectada da família, dos amigos ou da comunidade por longos períodos. O avanço da tecnologia, as mudanças nas relações sociais e a rotina acelerada também são apontados como fatores que contribuem para esse cenário.
Para reduzir os impactos da solidão, pesquisadores recomendam fortalecer os vínculos sociais, participar de atividades em grupo, praticar exercícios físicos e reservar tempo para encontros presenciais. Em um mundo cada vez mais conectado pela internet, o desafio continua sendo manter conexões humanas de qualidade.