

Em paralelo, porém, a Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém as negociações para firmar acordo de cooperação com o banqueiro.
No dia 18 de maio, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a transferência de Vorcaro para uma cela comum na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal e suspendeu o acesso dos advogados a qualquer hora do dia. Quando oficializou o processo de delação premiada, o banqueiro foi custodiado na mesma Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente Jair Bolsonaro estava detido.
A transferência de Vorcaro para uma cela comum era indicação de que as negociações de cooperação não avançariam. Em 6 de maio, a defesa do banqueiro enviou a nova proposta de delação premiada após a PF e a PGR recusarem o primeiro material de colaboração. A corporação e o órgão entenderam que o conteúdo estava incompleto e não respondia às dúvidas dos investigadores.
O último material produzido por Vorcaro foi entregue às autoridades em um pen drive. A defesa do banqueiro acreditava que a delação irá garantir a sua liberdade. A proposta continha uma série de anexos e sugeriria o pagamento de uma multa bilionária.