

EO Ministério do Trabalho divulgou nesta segunda-feira (27) um relatório sobre a desigualdade de salários entre homens e mulheres. A desigualdade aumentou nos últimos dois anos. Trabalhadoras recebem, em média, 21% a menos.
O levantamento foi feito a partir dos números de 53 mil empresas com mais de 100 funcionários. Oito milhões de brasileiras trabalham com carteira assinada. Um avanço expressivo, principalmente entre mulheres negras. A presença delas nas empresas saltou 29%. No entanto, o relatório de transparência salarial divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho revela uma barreira ainda não superada: as mulheres continuam recebendo, em média, menos que os homens exercendo as mesmas funções. E, nesse caso, a situação piorou.
Há dois anos, as mulheres que trabalham no setor privado recebiam 19% a menos. Agora, a desigualdade aumentou: elas recebem 21% a menos. Nos cargos de direção e gerência, a diferença também ficou maior. Era de 25% e passou para quase 27% agora.
Segundo a pesquisa, enquanto a média salarial dos homens nos empregos com carteira assinada é de R$ 5 mil, a média das mulheres não chega a R$ 4 mil. E as mulheres negras recebem ainda menos. A remuneração média é de R$ 3 mil. Não bastasse a diferença com os homens, o valor ainda diminuiu R$ 14 nos últimos anos. O cenário mudou pouco desde que a Lei da Igualdade Salarial entrou em vigor em 2023.Empresas que discriminarem gêneros são obrigadas a apresentar um plano de trabalho para adequação salarial e, se não fizerem as correções, poderão ser multadas.