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CNH sem autoescolas: Entidades médicas criticam renovação automática da CNH sem exigência de exames

Publicada em 09/04/26 às 07:08h - 57 visualizações

por Rádio Maranata FM


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 (Foto: Rádio Maranata FM)
Mais de 35 entidades médicas brasileiras reagiram duramente à implementação da Medida Provisória nº 1.327/2025, conhecida como a "MP do Bom Condutor"e editada pelo governo federal no fim de 2025. A MP permite a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas que não cometeram infrações nos últimos 12 meses. Embora o governo federal defenda a medida como um avanço na digitalização e desburocratização do processo de renovação, as entidades médicas brasileiras reagiram duramente, alertando que a dispensa do Exame de Aptidão Física e Mental (EAFM) compromete a prevenção de mortes no trânsito.

O MANIFESTO DESTACA OS PERIGOS DA APTIDÃO PRESUMIDA

O posicionamento contrário das entidades, liderado pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) e apoiado por instituições como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB), tem como base o argumento de que a aptidão para dirigir não é uma condição permanente. E, muito menos, uma aptidão presumida.

Segundo o manifesto conjunto, a capacidade de conduzir um veículo é um estado funcional dinâmico que pode ser alterado por doenças, eventos clínicos ou uso de medicamentos que afetam a visão, a cognição e os reflexos.

As entidades destacam que problemas graves de saúde — como diabetes, cardiopatias, epilepsia e distúrbios do sono — não geram multas ou pontos na carteira, mas aumentam drasticamente o risco de sinistros de trânsito (não é mais acidente de trânsito que se define, segundo o CTB e a ABNT).

Os médicos reforçam que os sistemas de fiscalização eletrônica monitoram apenas o comportamento do condutor, enquanto apenas o Exame de Aptidão Física e Mental (EAFM) é capaz de identificar riscos clínicos que podem levar a eventos súbitos ao volante, como infartos ou crises epilépticas. “Eliminar esse filtro preventivo é renunciar a um mecanismo fundamental de preservação de vidas”, defendem as instituições.




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