

Com o tema “Dormir bem, viver melhor”, o Dia Mundial do Sono, que é comemorado nesta sexta-feira (13), pretende conscientizar a população sobre os hábitos na hora de dormir que vêm se transformando nos últimos anos.
Com os impactos das telas, o momento necessário para o descanso passou a ser substituído por horas no celular e estímulos que prejudicam a qualidade do sono e da saúde. Uma pesquisa do Instituto Norueguês de Saúde Pública realizada com mais de 45 mil pessoas indicou que cada hora adicional de uso de telas foi associada a um aumento de 63% no risco de insônia e a uma redução de 24 minutos no tempo de sono.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, a neurologista e especialista em Medicina do Sono Sandra Martinez explica que dormir bem é tão importante quanto beber água e praticar atividade física.
Por essa razão, as pessoas devem ficar atentas ao uso de telas, que pode impactar o sono e o horário biológico.
“A luz do espectro azul, que é essa luz de qualquer tela, luz de ambiente, tende a interferir com o relógio biológico, sinalizando alguma coisa errada para o cérebro. Por exemplo, que é a hora do relógio biológico dizer que a gente tem que ficar acordado quando a gente usa muita tela ou luz à noite. Então isso já pode atrasar o início do nosso sono”, alertou a médica. Para uma maior qualidade na hora de dormir, Sandra conta que as telas devem ser deixadas de lado durante a noite.
“O ideal é deixar de ter acesso à tela entre 1 hora e 2 horas antes do seu horário de deitar para dormir.”
Segundo a especialista, o tempo médio de sono deve ser entre 6 a 10 horas. Aqueles que dormem menos de 6 horas estão mais propensos a desenvolver doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, Alzheimer e Parkinson.
“O tempo ideal de sono varia de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como a idade e o organismo, mas o ideal é entre 7 a 8 horas”, falou a neurologista.