

O empresário apontado pela Polícia Civilcomo responsável por coordenar o esquema de desvios milionários de emendas parlamentares em Ipojuca, no Grande Recife, foi preso na capital pernambucana (saiba como eram as fraudes). Gilberto Claudino da Silva Júnior estava foragido há um mês e se apresentou na manhã desta quarta-feira (5).
Ele é um dos alvos da Operação Alvitre, da Polícia Civil, que investiga as fraudes e foi deflagrada no dia 2 de outubro (veja vídeo acima). Além de Gilberto, três mulheres foram presas. Outros três homens seguem foragidos Segundo o documento, ele se apresentou espontaneamente, acompanhado de advogados, na Central de Flagrantes da Capital, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife, onde foi cumprido o mandado de prisão que estava aberto contra ele. A defesa diz que a acusação é injusta O inquérito policial aponta que Gilberto Claudino da Silva Júnior é gestor da Faculdade Novo Horizonte, apontada pela investigação como uma das empresas utilizadas pelo grupo criminoso para praticar os desvios. A faculdade, de razão social Instituto Nacional de Ensino, Sociedade e Pesquisa (Inesp), recebeu repasses milionários para cursos de capacitação com planos de trabalho considerados inconsistentes e orçamentos inflados, segundo o inquérito da Polícia Civil.
As verbas recebidas pelo Inesp eram repassadas pelo Instituto de Gestão de Políticas do Nordeste (IGPN), que foi o maior beneficiário das emendas parlamentares de Ipojuca, recebendo mais de R$ 6 milhões em menos de um ano.
Por meio de nota, os advogados disseram que a acusação é "injustificadamente atribuída" a Gilberto Claudino e afirmaram que ele, "daqui por diante, contribuirá com as investigações prestando depoimentos e apresentando documentos, dentre outros, sempre que solicitado a fazê-lo, tudo no intuito da busca da verdade, além de provar cabalmente sua inocência".