

Após chegar à unidade, Paloma foi encaminhada para o setor da maternidade, onde foram solicitados um hemograma e um exame Beta HCG, teste de sangue que detecta a possibilidade de gravidez. Parentes e amigos denunciaram o hospital por suposta conduta de negligência com a paciente. Eles afirmam que a equipe de plantão da instituição teria negligenciado o atendimento por suspeitarem que Paloma tivesse passado por um aborto.
De acordo com a amiga, ela não estava grávida e sofria com sintomas de endometriose. Thais disse que solicitou a transferência de Paloma para outra unidade de saúde. No entanto, o pedido foi negado até que a liberação do resultado do exame Beta.
Ela também afirmou que solicitou uma transfusão de sangue, que não teria sido realizada.
Na denúncia, ainda consta que o estado de saúde da paciente piorou ao longo do dia. A vítima ficou pálida, apresentou vômitos, teve batimentos cardíacos acelerados até sofrer uma parada cardíaca.
A morte de Paloma Alves Moura foi registrada às 18h, dez horas após a sua entrada no hospital.
Na certidão de óbito, as causas apontadas para a morte foram anemia crônica agudizada; adenomiose, condição em que o endométrio cresce para dentro da parede do músculo do útero; leiomiomatose uterina, tumor benigno que se desenvolve no útero; infarto hemorrágico ovariano unilateral e cardiopatia dilatada.
Procurado, o Hospital do Tricentenário negou as acusações de negligência médica. A instituição, que é uma Organização Social de Saúde (OSS) administrada pela congregação Unidade da Santa Cruz, afirmou ter oferecido "acolhimento imediato por equipe médica especializada" para a chef de cozinha.
Além disso, a unidade afirma que "a paciente recebeu transfusão sanguínea, foi intubada e transferida para a UTI do próprio Hospital, onde apresentou parada cardiorrespiratória.
"Após mais de uma hora de manobras de reanimação, infelizmente evoluiu a óbito", completou.