

A carta de demissão foi entregue no Palácio do Planalto para os auxiliares do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está em viagem ao Rio de Janeiro. A demissão, entretanto, só deve ser oficializada após uma conversa entre os dois.
Demissão surge diante de uma grave crise financeira vivida pela estatal. Se confirmada a saída, a expectativa é de que a presidência dos Correios seja entregue ao União Brasil, que é responsável por comandar o Ministério das Comunicações, ao qual a estatal é subordinada. A legenda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), pleiteia mais espaço na administração pública federal.
De acordo com informações de aliados de Fabiano, a permanência dele no cargo ficou insustentável em decorrência a uma suposta pressão por parte do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de Davi Alcolumbre (União Brasil), que solicitaram a mudança na presidência da estatal.
Durante o governo Bolsonaro, os Correios tiveram lucros por três anos consecutivos, conforme os relatórios de demonstrações financeiras da empresa. Em 2019, o resultado líquido foi de R$ 102 milhões, seguido de um aumento para R$ 1,53 bilhão em 2020, e alcançando um recorde histórico de R$ 2,3 bilhões em 2021. Porém, no último ano de mandato do ex-presidente, em 2022, houve um prejuízo de R$ 768 milhões. A empresa registrou prejuízos em 2022, 2023 e 2024, com o último ano registrando um rombo de R$ 2,6 bilhões, quatro vezes maior que o prejuízo de 2023.